Estou disposto: Coisas estranhas em Lucas 5

Estou disposto: Coisas estranhas em Lucas 5

Após uma noite de pesca infrutífera no Lago de Genesaré, Jesus pede a Pedro que se aventure em águas mais profundas e lance as redes mais uma vez. O pedido parece não fazer sentido — o trabalho já está feito, as redes estão a ser lavadas e a pesca é melhor à noite. No entanto, à palavra de Jesus, as redes enchem-se até quase rebentar, e Pedro cai de joelhos: ’Afasta-te de mim, pois sou um homem pecador.“ Mesmo a dúvida, quando cede à confiança, abre a porta a uma bênção inesperada — basta um grão de mostarda de fé.

Esta não é a primeira vez que Pedro é chamado, nem será a última. Ele já o tinha seguido antes, negou Cristo e voltou ao seu antigo ofício. O padrão repete-se porque a luta com a fé não é nada de novo; cada dia é um novo dia, e a aceitação não se conquista pela perfeição.

Um leproso — isolado, condenado a gritar “Impuro!” — ajoelha-se perante Jesus: “Se quiseres, podes purificar-me.” Jesus estende a mão e toca-lhe, algo que mais ninguém faria: “Quero; fica purificado.” O toque cura-o instantaneamente. A lepra funciona como o pecado: começa pequena, cresce silenciosamente, isola quem a tem e rouba a paz de espírito. Só o sangue do sacrifício purifica.

Um paralítico, carregado por amigos determinados e baixado através do telhado, ouve as palavras: “Os teus pecados estão perdoados.” Os líderes religiosos ficam indignados — quem pode perdoar pecados senão só Deus? O que é mais fácil, pergunta Jesus, perdoar ou curar? A cura visível comprova o perdão invisível, e o título “Filho do Homem” afirma discretamente a divindade.

No meio da multidão, Jesus retira-se para orar. Por isso, o convite: não O encaixe em moldes pré-estabelecidos; tenha uma fé infantil; faça as perguntas mais simples; seja o amigo que leva os outros até Jesus; toque aqueles que mais ninguém toca; encontre um lugar para orar; e pergunte diariamente: “Onde queres que eu esteja – e a quem posso tocar por Ti?”

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