Lucas 9:1-22
Jesus chama pessoas comuns para realizarem coisas extraordinárias através do poder e da autoridade que Ele lhes concede. Os doze discípulos foram enviados para proclamar o Reino de Deus, curar os doentes e expulsar demónios. Recebiam instruções para não dependerem de bens materiais nem de capacidades pessoais, mas sim da provisão e da autoridade de Jesus. Este mesmo chamamento estende-se a todos os crentes, onde quer que Deus os tenha colocado, seja do outro lado do mundo ou do outro lado da rua.
À medida que o Evangelho se difunde, as vidas são transformadas e estabelece-se um legado de fé. No entanto, o maior exemplo de humildade e obediência é o próprio Jesus, que abandonou a Sua glória, assumiu a forma de um servo e submeteu-se voluntariamente ao plano do Pai.
Perante uma multidão faminta, os discípulos viram apenas as suas limitações, mas Jesus demonstrou que o que é impossível para o homem é possível para Deus. Ele pegou em cinco pães e dois peixes, deu graças e multiplicou-os para alimentar milhares de pessoas. Isto revela que a provisão de Deus é suficiente, que a gratidão deve substituir as queixas e que os crentes não são a fonte da provisão, mas sim administradores a quem foi confiada a tarefa de distribuir o que Deus provê.
A questão central passa então a ser: Quem é Jesus? Pedro confessou-O como o Cristo de Deus, o Filho do Deus vivo. Conhecer Cristo revela também a nossa identidade e o nosso propósito Nele. No entanto, Jesus deixa claro que a Sua missão não consiste apenas em realizar milagres, mas em sofrer, morrer e ressuscitar ao terceiro dia para a salvação da humanidade.
Seguir Jesus significa mais do que procurar as Suas bênçãos. Significa reconhecê-Lo como Senhor, entregando os nossos planos, sonhos, recursos e toda a nossa vida à Sua autoridade. Aquele que pode multiplicar o que colocamos nas Suas mãos também tem o direito de governar tudo o que somos.