Gn 26:1-33
O Génesis 26 segue Isaac após a morte de Abraão, quando outra fome atinge a terra. Deus aparece a Isaac pela primeira vez e diz-lhe que não vá para o Egito, mas que permaneça na terra prometida. Deus reafirma então toda a aliança anteriormente feita a Abraão: a terra pertencerá à descendência de Isaac, a sua descendência multiplicar-se-á sem conta e, através da sua linhagem, todas as nações serão abençoadas. Isaac recebe esta promessa não porque a tenha merecido, mas por causa da obediência de Abraão - mostrando como a fidelidade pode moldar o futuro daqueles que vêm depois.
Isaac instala-se em Gerar, sob o domínio do rei Abimeleque, mas repete o falhanço de Abraão ao mentir sobre a sua mulher, dizendo que ela é sua irmã, por medo. Abimeleque descobre o engano, repreende Isaac e protege Isaac e Rebeca, mostrando mais uma vez integridade moral fora da família da aliança. Apesar da fraqueza de Isaac, Deus continua a abençoá-lo e ele torna-se extraordinariamente próspero. Esta prosperidade provoca inveja e os filisteus tapam os antigos poços de Abraão - um ato que não é apenas uma hostilidade económica, mas também uma tentativa de apagar a pretensão da família à terra.
Isaac deixa a cidade e reabre os poços, restaurando o que o seu pai tinha estabelecido. Depois cava novos poços, mas enfrenta repetidos conflitos quando outros se apoderam deles. Dá a esses lugares o nome da luta, mas continua a avançar até que finalmente encontra espaço para florescer. Deus aparece de novo para lhe assegurar a sua presença e a sua promessa. Por fim, Abimeleque procura um pacto de paz, reconhecendo que Deus está com Isaac. Isaac regressa a Berseba, presta culto e, no mesmo dia, é encontrado um novo poço, reforçando que está a seguir o caminho certo.
A passagem termina ligando a aliança imparável de Deus ao plano maior da salvação: apesar do pecado e do fracasso humanos, a promessa de Deus avança no sentido de abençoar todas as nações através do Messias.