Gn 25:1-34
A história de Abraão chega ao fim em Génesis 25. Depois de voltar a casar e de ter mais filhos, organiza deliberadamente a sua herança: Isaac recebe tudo como o filho da promessa, enquanto os outros filhos recebem presentes e são mandados embora. Isto é apresentado como uma imagem espiritual - Deus dando tudo ao Seu Filho - e como uma sabedoria prática para evitar conflitos, resolvendo os assuntos familiares antes da morte.
Abraão morre aos 175 anos “cheio de anos”, mostrando a fidelidade de Deus às Suas promessas e retratando uma vida de fé como verdadeiramente satisfatória, não por causa das posses mas por causa da confiança em Deus. É sepultado com Sara, e a frase “reunido ao seu povo” é tratada como uma das primeiras indicações bíblicas para a vida para além da morte e para a reunião entre os fiéis.
Os descendentes de Ismael são enumerados como mais uma prova de que Deus também cumpriu a sua promessa de o abençoar, formando uma grande nação. Ismael também morre e é “reunido ao seu povo”, usado como um lembrete de que a vida acaba por se dividir em dois caminhos, sem um meio neutro.
O foco passa então para Isaac e Rebeca. Rebeca é estéril e Isaac reza; passados muitos anos, Deus responde e ela concebe gémeos. Deus declara que duas nações estão no seu ventre e que o mais velho servirá o mais novo. Nasce primeiro Esaú, depois Jacob, que surge agarrado ao calcanhar de Esaú.
À medida que crescem, Esaú torna-se caçador, enquanto Jacob fica entre as tendas. Os pais demonstram favoritismo, preparando o terreno para um conflito posterior. Esaú troca então o seu direito de primogenitura com Jacob por uma simples refeição, desprezando a responsabilidade e o valor a longo prazo que lhe estão associados. Isto torna-se um aviso sobre a cedência da herança espiritual por um apetite a curto prazo, e uma imagem mais ampla da guerra contínua entre a carne e o Espírito, que deve ser travada diariamente através de hábitos espirituais disciplinados.