Génesis 20:1-18
Abraão deixa a região próxima às cidades destruídas e se muda para Gerar, fora da terra que lhe havia sido prometida anteriormente. Nenhuma instrução divina é dada para essa mudança. O medo novamente o leva ao engano: ele afirma que Sara é sua irmã, e não sua esposa, repetindo um erro anterior. Como resultado, Sara é levada para a casa do rei local, colocando em risco a promessa da aliança, já que Sara é essencial para o seu cumprimento.
Deus intervém diretamente, confrontando o rei num sonho, declarando que Sara é casada e que mantê-la traria a morte. O rei protesta sua inocência, explicando que tanto Abraão quanto Sara o enganaram. Deus afirma a integridade do rei, explica que a restrição divina impediu a transgressão e ordena o retorno imediato de Sara. Abraão é identificado como um profeta cuja oração será necessária para resolver a situação.
O rei responde com urgência e obediência, repreendendo publicamente Abraão por trazer perigo à sua família e nação. Abraão admite que suas ações foram motivadas pelo medo, presumindo que não havia reverência a Deus naquela terra. Ele ainda racionaliza o engano explicando que Sara é sua meia-irmã e que essa prática havia sido acordada como estratégia onde quer que viajassem.
Apesar do fracasso de Abraão, Sara é restaurada, Abraão recebe riquezas e a casa do rei é curada após Abraão orar. Deus havia temporariamente fechado todos os úteros da casa para proteger a linhagem da aliança. O episódio contrasta deliberadamente o fracasso moral de Abraão com a resposta justa do rei.
A mensagem central é que os propósitos de Deus não são prejudicados pelo medo ou pela fraqueza humana. A fé de Abraão é mostrada como incompleta, mas Deus permanece fiel, preservando a promessa e corrigindo o seu servo por meio de consequências, em vez de abandono. A fé é retratada como algo que cresce com o tempo, enquanto a autoconfiança e o medo levam consistentemente a danos desnecessários.